Na sessão de 30 de outubro de 2025 de A Arte de Pensar e de Sentir, analisámos a canção Imagine de John Lennon. Sobre ela, posteriormente, VICENTE LIMA, um dos presentes na sessão, escreveu:
A canção de John Lennon foi gravada em abril de 1971, e eu tinha então 17 anos. Era um admirador do quarteto (Beatles) e, especialmente, da dupla Lennon & McCartney. Acreditava piamente que aquelas perguntas podiam ter uma resposta positiva.
Um mundo sem guerras, onde não houvesse limites geográficos, barreiras sociais ou culturais, nem a religião ou a raça como elementos divisores entre gente de primeira e de segunda classe.
Assim como o autor, e em plena juventude, expressava essa esperança na minha atitude e na forma de encarar a vida. Eram os anos do “paz e amor”, e, embalado pela melodia, achava tudo possível. Hoje, com a vivência dos anos e com a finitude a bater à porta, entendo que Lennon foi ingénuo — um sonhador. Peço desculpa a quem me lê, mas eu partilhava com ele essa ingenuidade. John foi assassinado por um pretenso fã, ou fanático.
Deixou, entre o seu legado, essa canção e muitas perguntas que o tempo tratou de responder — talvez não como ele imaginava.
Continuamos com as guerras, com os preconceitos e com as diferenças de estrato social. Falar outro idioma, professar outra fé ou até ter características físicas diferentes continua a atrair ódio, indiferença e desprezo.
E, para encerrar este texto, fica aqui a simples pergunta que norteou todo o meu comentário, parafraseando a canção: estará Lennon no Céu? E o seu algoz, no Inferno?
Talvez a questão que realmente importe seja outra: o céu e o inferno — não seremos nós que os criamos, todos os dias, aqui mesmo?
Também Maria Conceição Aguiar escreveu sobre a canção: John Lennon, um pacifista está aqui.
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