
O tema da sessão de 13 de novembro de 2025 de “A Arte de Pensar e de Sentir” poderá resumir-se em… a arte de fazer perguntas.
Envolvemo-nos em várias atividades como
- Propor uma pergunta que formule um problema concetual que seja importante (existencial).
- Propor uma pergunta sobre uma dessas perguntas.
- Propor uma pergunta sobre as perguntas — sobre o (ato de) perguntar.
- Esboçar uma resposta à pergunta: Porque é que as perguntas são importantes?
- Fazer uma pergunta (própria) inspirada no título estranho do livro Se não sabe, porque é que pergunta?
De facto, as perguntas são importantes — entre outras razões…
- … porque é melhor perguntar do que acreditar sem pensar;
- … porque ajudam a perceber que nem tudo tem respostas fáceis;
- … porque por vezes mostram que ignorância não é vergonha, mas uma oportunidade — “vergonha” é permanecer na ignorância.
Foi proposta uma sugestão de leitura: O Regresso dos andarinhões, de Fernando Aramburu. Um romance que pode levar o leitor a formular perguntas sobre problemas… existenciais: a morte, o suicídio, o sentido da vida, as relações entre as pessoas, o casamento, as relações familiares, etc., etc..

Há vários livros sobre a arte de fazer perguntas e a sua importância. Há tempos, li Piensa y razona como Sócrates. Não encontro tradução portuguesa — li-o na tradução espanhola, que está à venda, por exemplo, aqui. Como a sinopse está em castelhano, traduzo-a:
Seria ótimo se, em cada situação, pudéssemos fazer exatamente aquela pergunta que leva a uma boa conversa! Com Pense e raciocine como Sócrates, a filósofa prática Elke Wiss aborda a arte de uma boa conversa. Numa época em que todos gritam uns com os outros e as opiniões rapidamente adquirem o mesmo valor que os factos, muitas vezes é difícil encontrar uma conexão. Preferimos convencer o outro de que estamos certos a procurar juntos as respostas essenciais. Como resultado, muitas das nossas conversas parecem mais um debate do que um diálogo. Preferimos falar a ouvir, não temos tempo para fazer perguntas. E admitir que não sabe algo certamente não é uma opção. Seria ótimo se soubesse, em qualquer momento e em qualquer situação, como fazer exatamente aquela pergunta que leva a uma boa conversa! Neste livro, a autora ensina-nos como fazer isso.

A nossa sessão terminou com Inquietação, uma canção de José Mário Branco (a curiosidade, a curiosidade das perguntas, transformada em consciência crítica):