WhatsApp e amor: voltámos atrás?

O amor em tempo de WhatsApp não deixa de ser um amor vivido, apesar de o amado estar ausente, mas podendo senti-lo mais perto, por uma mensagem escrita, um áudio ou um vídeo recebido a qualquer hora e em qualquer lugar.

WhatsApp e amor

[imagem copiada daqui]

Não é a mesma coisa, diremos, e não é — mas quem não gosta de uma mensagem pela manhã, ao acordar, a desejar um “bom dia”, e um coração em forma de emoji, quando a separação é forçada, podendo até acrescentar um toque de humor à mensagem?

Já não diria o mesmo, quando as pessoas (principalmente os jovens) estão em presença e comunicam dessa forma, não se encarando “olhos nos olhos”, porque a conversa deixou de ser importante e, talvez, dessa forma, sejam capazes de escrever ou “emojar” (acabei de inventar uma palavra?) o que lhes vai na alma.

O tempo das cartas e dos postais, que ainda guardamos como relíquias, deixaram de fazer sentido, quando, num mesmo segundo, podemos receber e enviar uma mensagem.

Parece que voltámos atrás, a uma “linguagem” de sinais para comunicarmos entre nós, depois de séculos de evolução das línguas.

[Texto escrito por Elisa Rodrigues, como resposta a um dos desafios
colocados em sessão de A Arte de Pensar e de Sentir]

[M. Conceição Aguiar também escreveu sobre o tema]

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