
Aula experimental, uma imagem projetada.
Olhei para ela e nas suas cores vi metamorfoseada a forma em movimento a perguntar por mim.
Nesse diálogo encetado compreendi a minha quietude.
O professor espevitava as mentes, provocava e neste confronto começava a desenhar-se o que seria a aula “Arte de Pensar e Sentir”. Usufruir desta capacidade humana de sentir o saber estar em plenitude no mundo. Para tal, estimular a nossa capacidade de amar e saber interrogar e responder, aprendendo mais e melhor.
Era bom, sobretudo útil, estar ali. Seria um espaço criativo e que me faria refletir em tantas questões que por vezes se pensam levemente.

A provocação foi uma constante ao longo das sessões, todas diferentes, contudo profícuas e substanciais.
Já não eram só cores…
É verdade. Já não eram só cores, nem tão só formas e o movimento, era uma sentida e consciente evolução a derrotar essa pachorrenta quietude. O quadro resvalava sem fronteiras para além de possíveis molduras. Era eu própria a assumir a responsabilidade de estar viva e a querer saber e sentir, e a cada instante me via a subir, degrau a degrau, a escada do conhecimento, incitando-me a partilhá-lo. De repente tinha a consciência de assumir a Arte de Pensar e Sentir.
É difícil exemplificar o que se vive, pois todos os instantes são únicos, irrepetíveis, e progressivamente enriquecedores.
A sinergia criada apenas conhecia a limitação do tempo; mas mesmo esse era vencido pois aquela arte vinha connosco, apesar de a aula já ter terminado.
Sei que, como alguém disse, “ cada um vê o que sabe” e percebi que nesta dádiva e simbiose entre alunos e professor, todos veríamos melhor o que sabíamos, mas muito mais importante do que isso sabíamos ver melhor o que antes não sabíamos, nem era tão percetível.

Sessões e não aulas…
Várias foram as sessões que me emocionaram e penso que citar uma ou duas seria desvalorizar as outras.
Um pequeno apontamento: os temas escolhidos para terminar estas sessões, sim, sessões e não aulas, foram pertinentes e plasmaram o que anteriormente se dissera. Foi muito bom revisitar, por exemplo, Zé Mário Branco, cantautor muito especial, para mim.
Por tudo o que foi dito supra cima, é óbvio que a minha pessoa se fará presente no 2.º período.